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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Motoboy diz que foi vítima de médica que atropelou e matou irmãos em Ondina - Salvador.

Foto - Reprodução Youtube

A declaração de mais uma suposta vítima da médica que provocou as mortes, em um polêmico acidente de trânsito, de dois irmãos na última sexta-feira (11), em Salvador, surge como mais um agravante à situação da oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira, de 45 anos.

Durante a caminhada realizada nesta domingo (13), na Avenida Oceânica, em protesto à ocorrência que vitimou fatalmente Emanuel Gomes Dias, 22 anos, e Emanuelle Gomes Dias, de 21 anos, um motociclista revelou à imprensa que, há aproximadamente um mês, a médica de forma imprudente lhe deu uma “fechada”, quando transitava na Avenida Paralela.

De acordo com o motoboy, Emerson Costa Macedo, ela lhe ultrapassou pela direita, quando ele havia sinalizado que iria encostar na via. “Eu fiquei quieto. Chegou mais à frente, ela me cortou de novo”, relatou Macedo, acrescentando que, inicialmente, pensou que fosse uma besteira, mas com o acontecimento desta última sexta-feira, ele insinuou que a situação deve ser analisada de forma diferente.

As delegadas Acássia Nunes e Jussara Maia da 7ª Delegacia Territorial (Rio Vermelho), que investigam a ocorrência que resultou nas mortes dos irmãos, concluíram que Kátia Vargas teve a intenção de matá-los, após uma discussão por causa de um problema no trânsito.
 Na manhã desta segunda-feira (14), a polícia realiza diligências no bairro de Ondina, onde o casal morreu, tentando levantar informações que ajudem a desvendar o caso. Baseados nas imagens reveladas por câmeras de segurança, policiais buscam no local por um homem que fazia atividade física no momento da discussão de trânsito e teria visto como tudo aconteceu.

Além disso, a polícia tenta identificar os dados da placa de um veículo que trafegava, logo atrás do carro da médica, para localizar o motorista, que poderá contribui9r com mais informações sobre a ocorrência.


Em entrevista a equipe de reportagem da TV Aratu, a delegada Jussara Maia informou que a médica será autuada em flagrante assim que receber alta do Hospital Aliança, onde permanece internada sob custódia policial. O advogado da acusada, Vivaldo Amaral, deu entrada em um pedido de habeas corpus, na madrugada de ontem (12),  solicitando que a sua cliente responda pelo crime em liberdade.

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