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domingo, 25 de junho de 2017

Novo tipo de tatuagem muda de cor para controlar a diabetes.

Em um futuro não muito distante, pode ser que símbolos, desenhos, palavras e frases não sejam mais tatuados no corpo apenas por vaidade estética. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard desenvolveram uma tatuagem biossensorial. 

Feito com uma tinta especial, o desenho permanente promete atuar como uma espécie de aparelho portátil para portadores de diabetes, mudando de cor em tempo real para alertar sobre o nível de glicose no sangue. 

A tinta hi-tech, batizada pelos cientistas de Dermal Abyss, contém componentes químicos que avisam que algo está fora de equilíbrio toda vez que a tatuagem mudar de cor – não apenas o nível de glicose, mas também de sódio e pH. Em nota, o MIT explica que as "tatuagens inteligentes" são úteis para detectar diabetes, desidratação ou aumento do nível de pH no sangue. 

É verdade que a nova tecnologia ainda é invasiva, mas, uma vez tatuada, a pessoa não vai ter mais de passar pelo processo diário de picar a ponta dos dedos ou usar um equipamento para monitorar a glicose. E isso para o resto da vida. Quando o nível de glicose no sangue aumenta, a tinta muda de azul para marrom, indicando a necessidade de insulina. Um efeito similar acontece com o sensor do pH. 

Ao medir a alcalinidade do fluido intersticial, solução presente entre as células do corpo, a tinta muda de roxo para rosa. Já o sensor de sódio, iluminado por luz negra, mostra o verde mais vibrante de acordo com a concentração do sal. Até agora, a tinta só foi testada na pele de porcos, a qual é muito similar à do corpo humano. 

Os pesquisadores afirmam que o procedimento funciona, mas salientam que ainda há muitas incógnitas para realizar o teste em animais vivos, como alergia, precisão e durabilidade. G1

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