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sábado, 1 de julho de 2017

Aluno de medicina expulso por suspeita de fraude entra na Justiça para reverter decisão.

Um dos sete estudantes expulsos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia por suspeita de fraudar documentos para ingressar na instituição, por meio de cotas quilombolas, entrou na Justiça para tentar reverter a decisão, considerada por ele como "injusta". 

Maurício Guilherme Nunes, aluno do curso de medicina, diz que apresentou documentos que comprovam que ele residia na comunidade quilombola Itaguaçu, em Livramento de Nossa Senhora, mas que mesmo assim a universidade optou por fazer o desligamento da sua matrícula.Ele diz ter apresentado um atestado de que a comunidade de Itaguaçu é área quilombola e também um atestado da presidente do quilombo de que ele era morador de lá. 

No último dia 9 de janeiro, no entanto, o aluno foi notificado pela Uesb de que seria expulso do curso por "falsidade ideológica". O estudante destacou, no entanto, que apresentou também o título eleitoral, com zona da comunidade, e abaixo assinado de moradores do quilombo afirmando que ele realmente morou lá. 

Ele ainda destacou que o Ministério Público o investigou, concluiu que ele estava vinculado à comunidade quilombola e arquivou o caso, mas que isso não foi suficiente para convencer os investigadores da Uesb. O G1 procurou o MP-BA, que ficou de se posicionar sobre o caso. 

A procuradoria jurídica da Uesb informou que Maurício teve o direito de defesa garantido durante o processo administrativo instaurado pela universidade, e que a matrícula dele foi cancelada porque o estudante não comprovou a condição de morador do quilombo.

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