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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Para autoridade, massacre em jussiape teve motivação política.

O massacre da manhã do último sábado (24) em Jussiape, município localizado a 536 km de Salvador, e que acabou por vitimar três pessoas além do próprio atirador, teve motivação política. A afirmação foi feita pelo delegado-geral da Polícia Civil Hélio Jorge, entrevistado pela equipe de reportagem da TV Aratu que esteve no município neste domingo. “Trabalhamos com duas linhas de investigação, mas é praticamente certo que os homicídios tiveram um componente político”, afirmou.
Investigações iniciais apontam que Claudionor Galvão de Oliveira, 43, conhecido como “Coló do Quiosque”, carregava uma lista com 15 nomes no momento em que foi morto por policiais do município de Rio de Contas, que foram chamados para tentar controlar a situação caótica que se instalou em Jussiape. Antes de ser morto, Claudionor já havia assassinado o prefeito da cidade, Dr. Procópio Alencar, 75 anos, a primeira dama Jandira Alencar, 71, e o gerente da Embasa na cidade, Oderlange Pereira Novaes, 46. Todas as vítimas foram atingidas na região da cabeça. 
Policiais informaram que Dr. Procópio realizava uma consulta com uma criança no momento em que teve o seu consultório invadido pelo assassino. Ele teria pedido calma ao homem e disse que negociaria com ele, tendo ouvido como resposta: “Eu só negocio com sua vida”, para depois disparar três tiros contra o prefeito, dois na nuca e um no ouvido. Claudionor decidiu ainda poupar a vida da criança e de sua mãe. 

Após deixar o local, ele entrou em confronto com dois policiais, os únicos que naquele momento eram responsáveis pela segurança da cidade, atingindo o soldado Givanildo dos Santos Alves na cabeça e Miqueias Rosário Lopes na perna. Em um primeiro momento, ambos foram encaminhados a Vitória da Conquista. O primeiro, em estado grave, foi transferido para o IBR Hospital pelo Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer). Apenas oito oficiais são responsáveis por manter a ordem no município. Por conta do clima de insegurança, o secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa afirmou que ampliará o efetivo na região até que a situação volte ao normal.

Na manhã deste domingo, a esposa de Claudionor, de prenome Janaína, esteve na delegacia local para prestar depoimento. As autoridades não informaram o conteúdo do que foi dito. Presente ao velório do prefeito e da primeira-dama, que foi realizado neste domingo, no cemitério municipal, o governador Jaques Wagner manifestou a sua solidariedade aos parentes, amigos e a população local: “Espero que o espírito de paz reine no coração das pessoas e daqueles que fazem a política baiana”, disse. 
Ambos foram enterrados às 16h.

Vencedor das eleições realizadas no último mês de outubro com 58% dos votos, Dr. Procópio iniciaria o seu próximo mandato em janeiro. O vice-prefeito da cidade, Gilberto dos Santos Freitas (PSC), que estava na lista de possíveis vítimas de Claudionor, deve assumir a vaga deixada pelo prefeito.Fonte:Aratuonline

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