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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Caso Paulinho Mega: Corpo de advogado é liberado pelo IML.

 Ricardo Andrade Melo

Após ficar 52 dias na sede do Instituto Médico Legal (IML), o corpo do advogado Ricardo Andrade Melo, 37 anos, sequestrado e morto por Paulo Roberto Gomes Guimarães Filho, conhecido como Paulinho Mega, está à disposição dos familiares. Ele será enterrado às 10h desta quinta-feira (30), no cemitério do Campo Santo. A demora em liberá-lo foi justificada pelo estado de decomposição da vítima, que foi submetido a uma série de exames para confirmar a sua identidade.

Ricardo, que ficou desparecido por mais de quatro meses, foi localizado em uma cisterna no bairro de Castelo Branco, no dia 07 de setembro. À época, o delegado Cleandro Pimenta, que comandou as investigações, disse que Paulinho afirmou ter conhecido Ricardo uma semana antes de ter sua sentença de 22 anos de prisão cumprida pela Justiça. 

                                           Paulinho Mega (centro) / Foto: Reprodução TV Aratu
 
Ele foi condenado por um latrocínio e planejou o seqüestro de Ricardo para conseguir o dinheiro que utilizaria na fuga. Ele ainda contou que escolheu o advogado por ter ouvido quando ele comentou ter conseguido um bom caso para defender e que com o dinheiro, R$ 300 mil, compraria uma lancha. O acusado pretendia fugir para a Bolívia ou para a Argentina.

Com a vítima escolhida, Paulinho buscou um comparsa. Arivan é um ex-presidiário e foi escolhido para ajudar a render o advogado e mantê-lo no cativeiro. No dia do crime, Paulinho disse ao vizinho, admirador de carros, que precisava de ajuda para ir retirar uma Maserati usada em uma loja na BR-324. Ele disse à vítima que precisaria dele para trazer de volta o carro que utilizaria para ir buscar o novo veículo. 

Câmeras de segurança mostraram o momento em que os dois saíram do prédio e depois pararam em um posto de gasolina no bairro do Canela. Depois disso, ainda segundo o delegado, Paulinho relatou o que teria acontecido: "Ele estava em uma Cherokee e propositalmente jogo o banco do carona para frente obrigando Ricardo a ficar no banco de trás. Quando eles saíram do posto do Canela foram para a BR-324, onde Paulo parou o carro para que Arivan entrasse. 

Ele disse a Ricardo que Arivan era o mecânico que iria ver se a Maserati estava em boas condições. Dois minutos depois Arivan rendeu o advogado. Ele ainda tentou negociar, disse que tinha os R$ 300 mil e que iria entregar a eles, que não acreditaram e o levaram para o cativeiro,  uma pequena casa localizada ao lado da fábrica Bahia Palete. No cativeiro, ele foi amarrado e Paulinho pegou seus cartões para tentar realizar saques, mas as senhas não conferiam e os cartões acabaram bloqueados", contou Cleandro Pimenta. 

Sobre o assassinato de Ricardo, Paulinho disse que soube apenas oito dias após o sequestro, quando já estava em São Paulo e ligou para Arivan a fim de informar que o dinheiro do resgate ainda não havia sido depositado. "Segundo o depoimento, Arivan teria dito que 'já era', que iria matar o refém", informou Pimenta. Já Arivan disse à polícia que matou o advogado 24h após o sequestro.

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