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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprova cassação do deputado Luiz Argôlo.

Foto: Reprodução/ Facebook

Com a retomada das atividades parlamentares, depois do segundo turno das eleições, parlamentares do Conselho de Ética da Câmara aprovaram nesta terça-feira (28), por 13 votos a 4, o pedido de cassação do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), acusado de participar de negócios ilegais com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal, em março deste ano.

Em seu relatório, o deputado relator Marcos Rogério (PDT-RO), que foi duramente criticado por alguns colegas, defendeu a perda do mandato de Argôlo, por quebra de decoro parlamentar. Primeiro a falar na reunião, o deputado Wladimir Costa (SDD-PA), um dos parlamentares que pediu vista na última sessão do conselho, disse que se debruçou sobre o relatório e “cada vez mais me convenço da inocência do deputado”, afirmou, lembrando que Argôlo perdeu a disputa pela eleição na Bahia.

A votação do parecer deveria ocorrer no último dia 22, mas a proximidade com o segundo turno das eleições adiou a decisão pela segunda vez. Na reunião anterior, um pedido de vista coletivo dos deputados Sérgio Brito (PSD-BA), Wladimir Costa (SDD-PA) e Pastor Eurico (PSB-PE) já havia transferido a votação.

Para Costa, tudo que é levantado pela imprensa acaba sendo investigado pelo Conselho de Ética como verdade. O parlamentar ainda mostrou uma matéria da revista Veja que faz denúncias envolvendo Marcos Rogério com o pagamento irregular de uma empresa, afirmando que não seria capaz de processá-lo, motivado pela reportagem, e amassou o papel com a matéria, jogando-o no chão do plenário usado pelo colegiado.

As acusações contra Argôlo ganharam novas repercussões desde que a contadora Meire Bonfim da Silva Poza apresentou áudio em que o advogado de Argôlo, Aluisio Lundgren, faz proposta financeira em troca do silêncio dela sobre o envolvimento do parlamentar com o doleiro. As denúncias tiveram outro capítulo quando trechos de conversas entre o deputado e o doleiro foram divulgados por jornais e revistas, indicando a existência de negócios ilícitos entre os dois.

O relator tentou rebater as críticas e afirmou que os documentos de duas transferências bancárias estavam anexados ao relatório. “Há duas provas documentais e uma testemunhal de transferências para familiares e amigos do parlamentar. Os comprovantes estão no nome do pai e da senhora Hélia Hora”, afirmou. Mas os parlamentares contrários mantiveram as críticas pelo fato de não existir documentos em nome do próprio deputado acusado.

O colegiado ainda deve discutir hoje o parecer preliminar do deputado Paulo Freire (PR-SP) contra o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ). Bethlem é acusado de desvio de recursos no período em que era secretário municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, e teria beneficiado uma organização não governamental entre 2010 e 2012. As informações são da Agência Brasil.

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