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terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Não vou deixar pedra sobre pedra", diz Dilma sobre caso Petrobras.

A presidente reeleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira (27), em entrevista ao "Jornal Nacional", da "Rede Globo", que não vai deixar "pedra sobre pedra" e que a sociedade brasileira saberá o que ocorreu na Petrobras --a Justiça de Curitiba investiga um esquema de desvio de dinheiro da estatal que envolveria políticos. 

"Eu não só falei durante a eleição [sobre corrupção], como pode ter certeza que eu farei o possível para colocar às claras o que aconteceu nesse caso da Petrobras. Não vou deixar pedra sobre pedra. Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo. Eu não concordo que isso leva à crise. O que leva à crise são as suposições e as ilações", disse ela.

Nesta segunda-feira, ela participou de reuniões para discutir mudanças ministeriais e recebeu os cumprimentos de presidentes e chefes de Estado. Dilma também se reuniu por cerca de 1 hora com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em seu pronunciamento após a vitória, Dilma afirmou não acreditar que o Brasil esteja dividido após as eleições. Ela se disse aberta ao diálogo e que a reeleição é um voto de esperança na melhoria de um governo. A exemplo do que ocorreu após os protestos de junho de 2013, Dilma voltou a falar em plebiscito pela reforma política. 

Dilma obteve 51,64% dos votos e Aécio, 48,36%. A diferença de votos foi de 3,4 milhões. Essa foi a menor em um segundo turno desde a redemocratização.

Antes disso, a disputa mais apertada foi em 1989, quando Fernando Collor de Mello (então no PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4 milhões de votos. Na época, Collor teve 53,03% contra 46,97% de Lula.

Fonte: UOL


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