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terça-feira, 10 de março de 2020

Diretor da OMS alerta sobre risco real de pandemia do coronavírus; Confira.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta segunda-feira (9), que o risco de uma pandemia de coronavírus é real. Isso por que o novo coronavírus já possui ocorrência em mais de 100 países e a contaminação supera o número de 100 mil pessoas no mundo inteiro. 

“É certamente problemático que tantas pessoas em tatos países tenham sido afetadas tão rapidamente. Agora a presença do coronavírus ocorre em tantos países que a ameaçada de uma pandemia é real. Mas essa não seria a primeira pandemia na história que poderia ser contida. Não estamos a mercê deste vírus”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado. 

“A grande vantagem que temos é que as decisões que todos tomamos, como governos, negócios, comunidades, famílias e indivíduos podem influenciar a trajetória dessa epidemia. Precisamos lembrar que, com uma ação decisiva e rápida, podemos desacelerar o coronavírus e prevenir infecções. Entre aqueles que estão infectados, a maioria vai se recuperar”, afirmou.  

Ele ainda lembrou que na China, entre os 80 mil casos reportados a organização, 70% das pessoas se recuperaram. O monitoramento tem sido feito em tempo real pela OMS e, até às 14h desta segunda, a ocorrência da doença apontava 105 países, 110.029 casos confirmados e 3.817 mortes. 

O diretor-geral da OMS ainda afirmou que o número total de casos de países onde ocorre o covid-19 não conta a história completa. “Apesar da expansão por vários países, 93% dos casos estão concentrados em quatro deles: China, Coreia do Sul, Itália e Irã”, disse. Michel Ryan, diretor-executivo do programa de emergência da OMS, explicou que o momento é de parar para pensar se trata-se realmente de uma pandemia. 

Segundo ele, não existe uma regra clara para definir uma pandemia e que há uma preocupação em como os governantes dos países afetados irão reagir a esse momento. Não temos problema com a palavra, ela é importante, mas pode fazer com que os países comecem a agir só na mitigação de casos. A palavra não é problema, mas qual vai ser a reação do mundo: usar como uma chamada para agir ou vão desistir?”

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